Inconstante a todo instante, nego-me a assumir o querer.
Pouco sei sobre meu eu, sobre aqui dentro, sobre tempo ... sobre você.
Foi o motivo de perder-me: perder o chão, perder uns sonhos e cessar uma canção.
Perdi.
Perdi um lado, o que pulsava.
Perdi sentidos, os que amavam.
Perdi uns desejos, que me guiavam
e perdi a mim, que nao era nada.
Então o Ontem, encontrei.
Na mesma roupa, na mesma voz, no mesmo rosto, a outra vez.
De alma sóbria, sem muito saber, cheia de não chorar, repleta de bem querer.
Outro pedido mas sem canção, outro sentido, sem oração, o novo amigo, um coração.
A busca eterna, sem receio.
Outro dia sinto, outro dia não mais creio.
De nada sei, tao inconstante, nada me restou ...
acaba assim, plural de tudo
não me completo, não sei dizer
morro no som,
vivo em você.
domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
endecha
Sonhar um pouco
Aqui, comigo
Com ele, dele
Telefonar, sorrir e devanear
Fazer morrer a endecha
Deixar viver o tilintar
Meu querer
Meu CANTAR
Te danço eu
Me vem beijar
Aqui, comigo
Com ele, dele
Telefonar, sorrir e devanear
Fazer morrer a endecha
Deixar viver o tilintar
Meu querer
Meu CANTAR
Te danço eu
Me vem beijar
domingo, 4 de julho de 2010
Estava tão frio, eu tanto tremia que resolvi levantar para fechar por repetidas vezes as cortinas já fechadas
- porque era assim que eu me sentia.
Era para estar quente, não sei por que lado penetrava aquela brisa gelada.
Coloquei as pantufas.
Pobre analogia, mas com os pés quentes eu pude dormir em paz - assim, o meu dia!
- porque era assim que eu me sentia.
Era para estar quente, não sei por que lado penetrava aquela brisa gelada.
Coloquei as pantufas.
Pobre analogia, mas com os pés quentes eu pude dormir em paz - assim, o meu dia!
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Esconderijo
Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
- ANa Cañas
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
- ANa Cañas
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
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