"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nostalgia

Sempre uma nova e já antiga nostalgia. Só para falar de solidão, tempo, espaço.
"E se faltar a paz, e se faltar a paz" e ainda a música continua sendo sempre o fundo, mas não há saudade e nostalgia nunca foi.
Só para falar que continuo eu porque o mesmo eu já havia se firmado eu há tempo. Mas o mesmo eu esqueceu sobre a questão da solidão, do tempo e espaço. E novamente confundiu verbos por temática e tentou não fazer sofrer, e não fez. Mas por não fazer, sofreu.
E a noite continuou calculando, como fazia desde que resolveu ser eu. Calculou o sim, o não e o querer e já não sei se é verdade que amar só fere, amar só entende, amar só ama pois nunca entendo que raio é esse de ... viver. Viver, amar e seus porquês.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Só de perto

De perto nem é tanta hipocondria
Nem são intensas as insonias
As vezes, nem é verdade tanto medo
Nem é mentira o excesso de sonho
Há dias que viro-me toda ao inverso
E não sou eu, nem faço rima
Olho a janela, mas não vejo longe
E de perto não sou assim tanto sonho
As vezes, sou apenas instante

De perto nem é tanto estresse
Nem são intensas as tremedeiras
As vezes, nem é verdade tanta dor
Nem é mentira o excesso de horror
Há dias, de fato, que sou puro amor
Então sou eu, e canto alto
E de perto sou isso mesmo
Sonho, desejo, insonia
Olhares e, esqueci de dizer: abraço

Maria

Era Maria e sorria
Ligava, cantava e sorria
Todos os dias
E ao pensar em Maria é o que vem a mente:
Maria sorria todo dia!
Entrava em casa e saía
E pedia para ver as fotos do moço
E novamente sorria
Sorrir era a lei de Maria

Mas naquele dia, sentiu dores Maria
E só então não sorria
Nem cantava, nem entrava e nem saía
Apenas deitada dizia:
Não sei se vivo além disso
E Maria se entregando só sentia

E Maria deitou pouco,
menos de 20 dias
E no principio seus lábios ainda mexiam
Suas mãos apertavam e os olhos diziam
Que não sobreviveria Maria

E domingo assim, de repente,
Como nascem e morrem os dias
No hospital, partiu Maria,
E eu aqui, como criança, não consigo fazer-me entender:
Como não mais entrará, nem sairá,
Nem será amiga, nem sorrirá
Nem falará daquele jeito, que só ela sabia
- Morreu sozinha, Maria
E não mais a verei, nem aqui, nem lá
Pois morreu como morrem os dias
E não mais brilhará
Maria.


10/04/2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quando esqueço de me lembrar parece o peso do mundo. Mas lembro, com um pouco de atraso e alivio o espelho, os músculos, o sorriso.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

De fundo só mais uma canção, que embala todo o dia, toda a noite, toda a semana e traz Boa Noite, sussurrado, alegre, pesado, sonhado (...)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ouvindo aquela boa solidão, de música que não sei o nome, de quarto quente porém vazio e de coração sem sono, mas habitado. Tentando acreditar que pode ser diferente e pode ser que seja ... e pode.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

vinte.

Claro que nem sempre a vida será assim, tão doce. Mas, eu desejo a mim, com todo meu amor, que nos dias em que a doçura esconder-se, eu consiga lembrar-me deste sentido, que hoje está comigo, dentro e tão vivo. Desejo a mim, como desejaria a um amigo, pois vale o amar ao próximo como a ti mesmo, que minhas escolhas sejam sempre sensatas, que eu não esqueça o motivo da minha existência e nem nos piores momentos eu esqueça que a vida é sempre, sim, a mais bela poesia. Se um dia faltar algo , e pode faltar, que eu tenha sempre este amor vivo dentro de mim. Desejo, por fim, que eu possa sempre dizer com alegria: "Hoje foi o melhor dia da minha vida" e não me faltem sorrisos, nem sonhos, nem graça. Desejo a mim, desejo de verdade. 20 anos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Uma mistura de alegria e agonia misturam-se frenéticamente em mim, dizendo: Falta apenas meia hora para ser amanhã e amanhã é a resposta, amanhã.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pra constar: Fevereiro, desde sempre, o melhor mês do ano.
Se eu conseguisse escrever para amenizar a dor, como fazem os bons, escreveria até o próximo resultado ... por 20 e poucos dias quase esqueci o aperto que dá no coração quando ele infla de uma certeza incerta, atola em suposições e tenta não apavorar-se, como apavorou-se agora. Deixei de gostar da beleza de "ver o futuro vestido como um estranho". Parei de tremer, por enquanto.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

voa, tempo.

Espero que o tempo voe, só estes dias, pra acabar com essa minha aflição e deixe-me escolher aqui ou lá, e deixe-me ser escolhida pra passar ou pra durar ... Espero os dois, sem despejar o coração.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ás vezes a única justificativa é dizer que vai valer a pena, parece que vai!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quero um amor compassado, mas sem ensaio.
Um arrebatador de sentidos,
lógicas e perspectivas.
Aquele, que dizem ser o responsável
pelo perdão de nossos pecados

Aquele próximo, atento e cuidadoso
Um acalentador de desalentos
Quero um amor que fique, mas sem tristeza
Que não tenha hora, não seja momento
... que sorri, encanta
E dizem ser o responsável
pelo valer de dias curtos e sem preparo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

quase 2011, quase!

Primeiro dia que 2011 deu as caras, e eu gostei. Gostei da simplicidade, da falta de pressa, da companhia amiga de anos, do menino que deixaria acompanhar-me todos os dias, da luz, da limpeza e do sono. Gostei de tudo, só não da chuva, que atingiu o mundo...
E a liberdade será a canção do meu coração!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

... além disso não queria ser íntima de ninguém: dos amigos, dos pais e do moço! Não queria para não passar em algum segundo uma palavra despercebida, um gesto sem nenhuma intenção e descuidados. Não queria esquecer-se das pequenas vergonhas, de um falar doce, repleto de agrado e carinho e cuidado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

janeiro 2010

O ano ainda não começou. Considero-me oficialmente em 2010: ainda não abri as cortinas novas e não vesti o branco de 2011. Eu não tenho respostas de sonhos e em minhas mãos palpitam incógnitas tão grandes que sinceramente não mudei de ano, ainda!

Ah, eu espero um ano DOCE e vou montar meu arsenal de sim e não, pois ambos me dão grandes alternativas e eu não temo - não hoje, pelo menos ...

Não espero envelhecer, não espero frustar-me e não espero decepcionar, espero uma continuação amiga, concretização gratificante e aquela graça suprema, aquele saber humilde que tanto admirou-me (...)

Espero coração, canção, o céu, o além, o sonho e o chão ... para não perder-me nesses desejos tão meus, tão humanos e tão altos!