O último dia do mundo, hoje. Tudo devidamente acentuado, fora de ordem, eu sei, consumindo-me de dentro para fora, dessa agonia sem palavras, perturbância desmedida, desse choro não mais seguro,chovido e dessa mágoa não mais gritada, reprimida.
Hoje não sorrirei nem aos bons, o meu pesar, só hoje. Qualquer palavra soa de chuva, os mais simples gestos soam de dor e não me acho. Como chama-se mesmo aquela coisinha de sangue, a menorzinha? A pressão é menor, a velocidade e todo o resto ... CAPILAR! E quando lembro uma alegria, e se esqueço, perco-me, por algo assim, pequeno como eu.
Um não saber do futuro, todos os desejos incertos, toda essa dormência medonha e perco-me, novamente, em palavras, em pensamentos, em desejos e não me encontro. E essas manchas nas unhas, e essa pele que tanto enfada-me. Que dores bobas, que medos tolos, todas as bobagens que hoje me matam!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Vinicius de Moraes
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Vinicius de Moraes
sábado, 20 de novembro de 2010
deixei ir
Hoje estou meio vazia, sem uma grande parte de mim. Nao um vazio triste, nem uma parte alegre fugida, não, algo que não se descreve, não se encontram palavras para e, sempre acaba no "eu não sei".
Ando vivendo desse jeito sem jeito, ao vento, porém cheia de querer estar perto, de ouvir e falar, falar muito, e gosto de estar aqui, comigo, para nao falar com a voz, e nao sentir com o coração e nem chorar com os olhos, e nem chover.
Devo ter encontrado o eu perdido, aquele que não tinha gosto por muito, nao sabia querer ouvir, e sentir, e amar, e realmente não queria. Sofro por agora querer demais, e tentar demais, e sentir demais, e chorar só um pouco, e só as vezes e todos os dias depender sempre mais, e estar tão perto, tão perto, e abraçar, cuidar, cada segundo, e mais, e mais. Ontem soltei a cadeira, espero que meu pé não faça falta, que nem tão cedo desabe, porque eu amo.
Ando vivendo desse jeito sem jeito, ao vento, porém cheia de querer estar perto, de ouvir e falar, falar muito, e gosto de estar aqui, comigo, para nao falar com a voz, e nao sentir com o coração e nem chorar com os olhos, e nem chover.
Devo ter encontrado o eu perdido, aquele que não tinha gosto por muito, nao sabia querer ouvir, e sentir, e amar, e realmente não queria. Sofro por agora querer demais, e tentar demais, e sentir demais, e chorar só um pouco, e só as vezes e todos os dias depender sempre mais, e estar tão perto, tão perto, e abraçar, cuidar, cada segundo, e mais, e mais. Ontem soltei a cadeira, espero que meu pé não faça falta, que nem tão cedo desabe, porque eu amo.
sábado, 13 de novembro de 2010
o meu sentido em viver
Quando joguei ao mar meus desamores,
Corri pra longe de olhos gigantes,
Fui contra o vento da evolução,
Achei-me em meio ao descontrole,
Abri a janela ao levantar-me,
Ouvi o som que aliviou-me,
Ri do hoje, ri do ontem,
Ri do nada, ri da vida,
Senti o vento, desejei a brisa,
Fui do tédio a histeria, em segundos
Deitei no chão, senti temores,
Olhei em volta, percebi o mundo
Olhei pra dentro e senti forte
Que eu tinha um coração,
e pude perceber o dos outros
... Então meus dias fizeram sentido!
Corri pra longe de olhos gigantes,
Fui contra o vento da evolução,
Achei-me em meio ao descontrole,
Abri a janela ao levantar-me,
Ouvi o som que aliviou-me,
Ri do hoje, ri do ontem,
Ri do nada, ri da vida,
Senti o vento, desejei a brisa,
Fui do tédio a histeria, em segundos
Deitei no chão, senti temores,
Olhei em volta, percebi o mundo
Olhei pra dentro e senti forte
Que eu tinha um coração,
e pude perceber o dos outros
... Então meus dias fizeram sentido!
E pensar que a vida passa.
E os anos, as horas, os minutos, os segundos, e vai passando.
E lembrar que eu também tinha pressa, e montei blocos, e comprei cimento e no meio do tempo eu misturei as medidas das horas, do sol, dos minutos e da lua e , a obra pareceu atrasar-se.
Ah, mas ainda saber que o tempo é meu amigo, e, se no meio da curva errei, nao foi por excessos ou falta, foi por sentir e querer envolver-me, enquanto assisto o espetáculo dos dias, com alguem, com alguns, com todos e faço sorrisos, e sinto amores.
E nesse meu medo, nessa tao grande incerteza, nessa hora tao apressada, esse minuto me encara e sussurra: Corra!, e eu tento não ter pressa, e fazer dos meus dias a Valsa, que nao compus, mas desejei. E entender, e nao ser teórica: "Não importa se realizei, o importante é que sonhei!", antes de tudo, o importante, com certeza: AMEI.
E os anos, as horas, os minutos, os segundos, e vai passando.
E lembrar que eu também tinha pressa, e montei blocos, e comprei cimento e no meio do tempo eu misturei as medidas das horas, do sol, dos minutos e da lua e , a obra pareceu atrasar-se.
Ah, mas ainda saber que o tempo é meu amigo, e, se no meio da curva errei, nao foi por excessos ou falta, foi por sentir e querer envolver-me, enquanto assisto o espetáculo dos dias, com alguem, com alguns, com todos e faço sorrisos, e sinto amores.
E nesse meu medo, nessa tao grande incerteza, nessa hora tao apressada, esse minuto me encara e sussurra: Corra!, e eu tento não ter pressa, e fazer dos meus dias a Valsa, que nao compus, mas desejei. E entender, e nao ser teórica: "Não importa se realizei, o importante é que sonhei!", antes de tudo, o importante, com certeza: AMEI.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Saudade
Saudade: do azul, do cinza, do verde
Aquele ali que moldou-me à minha janela
Daquele dia mal amanhecido, assistido
... tão amado!
Da doce voz, daquela ... aquela que encantou-me a alma
Bem aqui, ao lado, sentida, desejada
... esquecida
Das batidas normais, não sopradas, sussurradas
... tão queridas!
E volte, e chame, e ame, e diga:
- Senti saudade, saudade!
Aquele ali que moldou-me à minha janela
Daquele dia mal amanhecido, assistido
... tão amado!
Da doce voz, daquela ... aquela que encantou-me a alma
Bem aqui, ao lado, sentida, desejada
... esquecida
Das batidas normais, não sopradas, sussurradas
... tão queridas!
E volte, e chame, e ame, e diga:
- Senti saudade, saudade!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
desabafo.
Preciso saber, amanhã: Portugues, Filosofia, Historia, Geografia & Biologia. Intimizar com todas elas e amá-las por no máximo 3 minutos cada. Ah, pavoroso vestibular!
busca
Quero ser impessoal, hoje
pois a pessoalidade me consome
Esse olhar nos olhos, esse cuidado de falar
Essa dor de querer entender
Esse desespero de me culpar
Essa lamúria, cantiga antiga
que eu disse querer matar
eu nem sei se ainda aguento
eu só sei não judiar
Aquilo que já foi passado
O aqui que eu nao soube amar
E nessa busca, nesse medo mudado
eu busco em mim, ali, lá
... no fundo só quero repousar!
pois a pessoalidade me consome
Esse olhar nos olhos, esse cuidado de falar
Essa dor de querer entender
Esse desespero de me culpar
Essa lamúria, cantiga antiga
que eu disse querer matar
eu nem sei se ainda aguento
eu só sei não judiar
Aquilo que já foi passado
O aqui que eu nao soube amar
E nessa busca, nesse medo mudado
eu busco em mim, ali, lá
... no fundo só quero repousar!
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