"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

terça-feira, 26 de março de 2013

Olha-me nos olhos e é inteiro. Pega em minhas mãos, envolve-me pelos braços e continua sendo inteiro. Gosto enquanto fala, enquanto cala, enquanto canta, enquanto abraça.
Gosto tanto de sua estatura e da força de seus abraços!
Sinto-me longe de minhas rígidas convicções quando tudo que tenho é saudade presente. Sinto-me repleta de sua ausência com qualquer palavra lida, sonhada ou pensada. É assim que sua ausência é presença pura e seus olhos, boca, rosto, mãos, braços, corpo inteiro e todo o jeito continuam sendo admirados: mesmo ausente é sempre inteiro, nunca me encontra fragmentado.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Silêncio

Vive em mim um Silêncio não-mudo, meus olhos O veem, há intensa vida, todo profundo. Não o ouço quando há barulho, movimentos ou sussurros; Ele só chega quando emudeço, eu só O vejo quando me desnudo.

Eu O vejo em diversas vidas indiferentes, em paisagens desprezadas, nas confusões de minha mente. Não O sinto quando Ele torna-se teoria infinita, homem absoluto, teologia classificadora ou quando é apenas objeto de estudo. Ele só chega quando não há nada, eu só O vejo quando perco tudo.

sábado, 2 de março de 2013

medo

Não sei como as pessoas se veem no futuro. Não sei se todas conseguem fazer o movimento de imaginar exatamente como será realizar ou não seus grandes planos.
Eu não consigo.
Quando penso sobre o assunto vejo-me com mil e uma alternativas e nenhuma imagem clara sobre nada. É tudo tão incerto que chego a imaginar que eu não exista nesse lugar; que meu medo não permitirá que eu chegue muito longe para que eu não trema inteira com um sempre novo futuro iminente.
Já tive sonhos muito fortes por si mesmos, mas não me lembro como eles eram. Não sei como foi possível imaginar e depois, no futuro que é hoje presente, viver. Eu só sei lembrar que tenho medo. Tenho medo da solidão, tenho medo do erro incorrigível, tenho medo das coisas que acabam, tenho medo de tudo que se perde, tenho medo dos novos ambientes, tenho medo da minha falta de coragem e tenho medo de estar assim com tanto medo.
E em tudo que sinto há uma parcela de medo: medo que eu sempre fuja, medo que eu nunca consiga encarar a vida de frente e medo que eu nunca me ajude a responder verdadeiramente as questões que eu mesma resolvi fazer: por que, meu Deus, por quê?
A imprecisão da vida me dá ânsia. Não de ansiedade, de vômito!