"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

domingo, 22 de agosto de 2010

"All the way down"

Uma saudade malvada bateu bem forte, dilacerou e a deixou de corpo e alma azul. Beijou fotografias, cantou a cena e embalou-se em lembranças. Viveu a noite como todo um dia, naquele repetir de sessões mudas e olhares cansados. E acabando, levantaram-se mudos e seguiram para o nunca, para deixar a solidão mais cúmplice. E a mente entrelaçou-se nesse passado de presente, presente tão passado e nunca mais se conheceram, ou olharam-se ou quiseram-se. A saudade deu espaço a vaga canção e fez doer e doeu. Sendo nada, sendo o tédio, desligou a trilha do dia e seguiu ouvindo aquela que a fez ser criança de novo. Musiquei aquele pouco amado.

sábado, 21 de agosto de 2010

Olhos

Tristes.
Encharcados de não viver
Soluçantes mudos espelhando a alma
Os de vidro, de carne, de lágrimas e espírito.

Medrosos
Vazios de esconderijo
Apavorados de pouco saber
Ansiosos alheios de um futuro desconhecido
Os de sangue, de água, de neve e silício.

Nossos olhos - atrevidos, distintos, implícitos.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"Som de muitas águas"





O dia que superei um medo e "lavei" a alma.

domingo, 15 de agosto de 2010

Eu tenho medo dos seus olhos ... e dos meus que tanto buscam.

Enquanto a Lua inflava-se inteiramente dela, ela despedaçava-se inteiramente nela

Nostalgia

Foi naquele dia frio que optou em estar ligeiramente só, ligeiramente sentida, ligeiramente nostálgica e intensamente conformada.
Optou em não se enxergar no espelho com medo de um estranho envelhecimento e, não quis um banho quente, nem frio, nem banho, não quis deixar o edredom.

Naquele dia nevado sem neve, ouviu o pulsar de todos os músculos e de poucos órgãos. Sentiu a dor de ter crescido, a pena de tanto devanear e a loucura de nunca entender. Ah, naquele dia tão oculto, ouviu a música da alma, o tilintar de todas as dores e desejou saber viver.

Levantou-se, mediu-se e riu:
- Acho que ainda não sei viver!

sábado, 14 de agosto de 2010

punhado.

Tenho um pequeno punhado de coisas que gostaria de escrever, mas os termos são desconexos e eu sei que nunca aprendo, mesmo podendo:

Esqueci de tomar o anti alérgico e acordei a noite preocupada com a alergia do dia seguinte. Pela manhã uns espirros, mais psicológicos do que propriamente alérgicos. Esse, o medo mais tolo da semana!

Recebi a notícia do falecimento do pai de uma grande amiga e não mandei mensagem nem telefonei nem disse nada, por não saber consolar ou dizer pesares ou proclamar. Esse, o fato menos humano da semana!

Entristeci-me sorrateiramente por diversas vezes e em seguida, alegrei-me estupendamente. Isso, a coisa mais comum da semana!

Cheguei na ponta dos pés para assustar os cachorros e em seguida vê-los correndo eufóricos com minha chegada. Esse, o fato de todas as semanas!

E ... sonhei, familiarizei, amigavelmente amei e por horas pensei - Sou apenas mais alguém, dispersa em mim, cheia de todos os iguais, cheia da rotina besta de todos os "alguéns".

E esqueci de dizer o da rotina do mundo: - Todos os dias eu chorei!

Sexta 13

Morreu aqui
Normal
Numa morte
Nesse relógio errado.
Dormi.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O pequeno, do contraste.

Ah, achei-me aqui, logo sorrindo
Transbordante de bem querer
S de 2, e 2 de s
Meu jeito torpe de viver

Sorriso longo, sem conquista ou luxo
Abraço breve, de cúmplice distante
Me alegre a alma, me conte dias
Me seja -na- amigo, assim, de relance

(...)

Explico e falo nesse meu modo
Pois já nem sei o outro qual era
Creio no amor e em grandes olhos
Na amizade, vida mais bela.