... Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.
- Vinicius de Moraes
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
olhinhos
Foi hoje que os olhinhos pareciam procurar
Um pouquinho só de afeto
Um meio sorriso tímido
Uma meia lua certa
Um punhado de cuidado
Ser luz, ser pecado
Um tom calmo
Quieto
Ambíguo
Exagerado ...
São esses olhos,
todos dela,
procurando todo dia
a fresta de som e cores
O sempre, o tudo
Os outros olhinhos
(...)
Os dissabores.
Um pouquinho só de afeto
Um meio sorriso tímido
Uma meia lua certa
Um punhado de cuidado
Ser luz, ser pecado
Um tom calmo
Quieto
Ambíguo
Exagerado ...
São esses olhos,
todos dela,
procurando todo dia
a fresta de som e cores
O sempre, o tudo
Os outros olhinhos
(...)
Os dissabores.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
predestinada
Eu? Só posso ter sido predestinação, mas não sei se acredito ...
O primeiro dente aos 3 meses, os primeiros passos aos 11 meses, as primeiras palavras com um ano e (...), a gestação de minha mãe, tão cedo! Mas sinto que ainda hoje essa predestinação da pressa acompanha-me. E eu corro, não percebo, mas tenho pressa, em tudo, e não justifico, aliás, passo a culpa: isso foi de berço!
Por isso não me culpo quando sou tão saudosista, é mais outra predestinação: a primeira saudade foi de minha mãe com pouco mais de um mês, e em seguida de meu pai, com pouco mais de um ano, e passou-se tanto tempo, senti falta de minha avó, e meu avô, e fui sentindo, e nem sei quando foi que eu chorei: se com um mês por saudade de minha mãe ou se foi hoje com saudade de ir além!
Então assim predestinada eu vou seguindo, atenta a tudo que me persegue porque não sei se sou ainda eu ou se aquela criança de ventre, que age e diz "eu quero tudo" que para e sente as dores do mundo ...
O primeiro dente aos 3 meses, os primeiros passos aos 11 meses, as primeiras palavras com um ano e (...), a gestação de minha mãe, tão cedo! Mas sinto que ainda hoje essa predestinação da pressa acompanha-me. E eu corro, não percebo, mas tenho pressa, em tudo, e não justifico, aliás, passo a culpa: isso foi de berço!
Por isso não me culpo quando sou tão saudosista, é mais outra predestinação: a primeira saudade foi de minha mãe com pouco mais de um mês, e em seguida de meu pai, com pouco mais de um ano, e passou-se tanto tempo, senti falta de minha avó, e meu avô, e fui sentindo, e nem sei quando foi que eu chorei: se com um mês por saudade de minha mãe ou se foi hoje com saudade de ir além!
Então assim predestinada eu vou seguindo, atenta a tudo que me persegue porque não sei se sou ainda eu ou se aquela criança de ventre, que age e diz "eu quero tudo" que para e sente as dores do mundo ...
sábado, 18 de dezembro de 2010
partiu
Encarei a todos eles de perto, e senti-me pequena ao sentir palpitar dentro de mim o mesmo sentimento de amor-piedade que tive por todos os Capitães, pois sim, seriam eles os Capitães, não da areia, do bairro. Seriam todos destinados à vida pobre, excluídos de nascimento por mães que, como a dele, soube dar amor e carinho mas, quem sabe, tanto lhe faltou em sonhos.
Seria aquele, o Pedro Bala, astuto e carinhoso, acalentando o chorador, sentido, arrependido e por que não vingador do pobre amigo? Aquele, que aos 18 anos, tão cedo, não vivido, deixou lições ou ódios, de mudanças ou vinganças, eternas, como na coroa, no coração de quem ele ainda vive.
Senti-me pequena, e ainda sinto, e tão mimada, excluída dos Boas Noites, dos assovios inocentes ou maldosos que tiram-me o sangue da face e sinto-me agora, aqui, ainda, a dor de todos os excluídos, deles, tão jovens, chorosos, tristes fadados por desatino àquela vida sem destino (...)
Morreu, aos 18 anos, Fernando, o filho de uma boa mãe, teimoso, excluído - por opção, ou não, culpado, em breve um memorando eterno.
Seria aquele, o Pedro Bala, astuto e carinhoso, acalentando o chorador, sentido, arrependido e por que não vingador do pobre amigo? Aquele, que aos 18 anos, tão cedo, não vivido, deixou lições ou ódios, de mudanças ou vinganças, eternas, como na coroa, no coração de quem ele ainda vive.
Senti-me pequena, e ainda sinto, e tão mimada, excluída dos Boas Noites, dos assovios inocentes ou maldosos que tiram-me o sangue da face e sinto-me agora, aqui, ainda, a dor de todos os excluídos, deles, tão jovens, chorosos, tristes fadados por desatino àquela vida sem destino (...)
Morreu, aos 18 anos, Fernando, o filho de uma boa mãe, teimoso, excluído - por opção, ou não, culpado, em breve um memorando eterno.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
idade.
Disse a ela mesma que estaria na cama antes das 23, que dormiria ... porém ao mirar a janela por horas, sentir saudade de metade do coração, faltou-lhe sono. Faltou-lhe em todos estes dias e estava perdida, em busca de, querendo entender e nada sabia.
Em sua cabeça de adulta, lembrou durante todo o dia que quando tinha 10 anos achava o mundo cor de rosa, sonhava que aos 18 tudo teria acontecido, e hoje com quase 20 a vida havia sim mudado mas que sua cabeça de adulta, lá no fundo, tudo o que mais queria era ainda ser criança.
Aos 10 ela nao sabia que um dia sentiria falta de nao saber de nada, de nao sentir medo do futuro, de nao ter a sensatez de reconhecer seus erros e apreciar com amor todos os dias tão longos pois tornaram-se tao curtos e ... ser criança, como eu, que era boba, meio triste, isolada, criadora de romances de 6 páginas e era eu, como hoje, adulta criança, sonhando com sei lá o quê, desejando ter e nao ter.
Em sua cabeça de adulta, lembrou durante todo o dia que quando tinha 10 anos achava o mundo cor de rosa, sonhava que aos 18 tudo teria acontecido, e hoje com quase 20 a vida havia sim mudado mas que sua cabeça de adulta, lá no fundo, tudo o que mais queria era ainda ser criança.
Aos 10 ela nao sabia que um dia sentiria falta de nao saber de nada, de nao sentir medo do futuro, de nao ter a sensatez de reconhecer seus erros e apreciar com amor todos os dias tão longos pois tornaram-se tao curtos e ... ser criança, como eu, que era boba, meio triste, isolada, criadora de romances de 6 páginas e era eu, como hoje, adulta criança, sonhando com sei lá o quê, desejando ter e nao ter.
domingo, 5 de dezembro de 2010
aqui tem rede
Dormir na rede, hoje, só porque sinto-me só, só hoje
Porque lá a brisa é suave, o vento canta por toda a noite
e por aqui não, sinto-me só, só hoje!
Pois nesta cama cabem corações e hoje não vieram
Mas lá na rede sou só eu, e outros nao encaixam
ela mexe-se, nem que tentem
por isso hoje quero a rede.
A paisagem é boa, e ela mexe-se, como eu
... por dentro!
Porque lá a brisa é suave, o vento canta por toda a noite
e por aqui não, sinto-me só, só hoje!
Pois nesta cama cabem corações e hoje não vieram
Mas lá na rede sou só eu, e outros nao encaixam
ela mexe-se, nem que tentem
por isso hoje quero a rede.
A paisagem é boa, e ela mexe-se, como eu
... por dentro!
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