Nunca quis, cresci demais
Nunca pude entender metade do que desejei
Nao quero, judiaria
Nunca quis
Maltratar
Maltratei
[...]
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Esconderijo
Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
- ANa Cañas
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
- ANa Cañas
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Ser Gi
Virei as costas e segurei a feição de choro: Não quero. Não quero nem o choro nem a confissão e nem o conto. Mas ela sempre está lá, aqui, e ouve e não sabe que às vezes já desabei.
Ser Gi: amar e respeitar!
Ser Gi: amar e respeitar!
sábado, 19 de junho de 2010
Socorro!
Quando num segundo eu descobri ...
Que jamais fará sentido, não adianta buscar palavras,
não existe o barulho, não há sequer uma cor.
NÃO há céu, não encontro estrelas, não encontro razão e ao menos sei sobre amor.
Ai, o meu dia matou o sol e meu céu despedaçou.
Em três ceguei-me, avessei-me e de repente nada sei:
SOCORRO!
Quando olhei para mim ...
Senti que não me conhecia, meus olhos já se cansavam, minha alma não mais existia
Então tentei fazer viver, não entendo: por que entender?
Eu quero tudo,
eu faço nada,
penso veloz e paro tudo aqui:
ALMA!
Eu tentei, alma, sentir, falar, descrever, ser, tentei ser.
Menos que duas, apenas uma, eu, aqui, dentro, falada, muda, sentida.
Não mais falo, não expresso, não descrevo, desalmei!
Eu só sei sentir para dentro:
SOCORRO!
Que jamais fará sentido, não adianta buscar palavras,
não existe o barulho, não há sequer uma cor.
NÃO há céu, não encontro estrelas, não encontro razão e ao menos sei sobre amor.
Ai, o meu dia matou o sol e meu céu despedaçou.
Em três ceguei-me, avessei-me e de repente nada sei:
SOCORRO!
Quando olhei para mim ...
Senti que não me conhecia, meus olhos já se cansavam, minha alma não mais existia
Então tentei fazer viver, não entendo: por que entender?
Eu quero tudo,
eu faço nada,
penso veloz e paro tudo aqui:
ALMA!
Eu tentei, alma, sentir, falar, descrever, ser, tentei ser.
Menos que duas, apenas uma, eu, aqui, dentro, falada, muda, sentida.
Não mais falo, não expresso, não descrevo, desalmei!
Eu só sei sentir para dentro:
SOCORRO!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Hoje eu queria ter um livro
Qualquer um, porém novo.
Uma história diferente, nem que eu lesse 3 páginas e adormecesse.
Hoje, eu queria esquecer o mundo, o meu, o tempo, o ar, o frio e inventar um algo novo.
Hoje eu queria não ter ninguém, estar bem longe e enxergar-me.
Quem sabe talvez perceber quem é que eu sou.
Mas hoje eu não tenho um livro e falta-me então criatividade para criar um novo ar. Hoje, eu não quero inventar problema, hoje eu só quero descansar.
Uma história diferente, nem que eu lesse 3 páginas e adormecesse.
Hoje, eu queria esquecer o mundo, o meu, o tempo, o ar, o frio e inventar um algo novo.
Hoje eu queria não ter ninguém, estar bem longe e enxergar-me.
Quem sabe talvez perceber quem é que eu sou.
Mas hoje eu não tenho um livro e falta-me então criatividade para criar um novo ar. Hoje, eu não quero inventar problema, hoje eu só quero descansar.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A um ausente
(...)
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança
- CARLOS DRUMOND
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança
- CARLOS DRUMOND
sábado, 12 de junho de 2010
"Querido diário"
... porque eu vivo nesse século digital.
Meninas pequenas, todas que conheci, tinham seu pequeno diário, a quem chamavam de "querido". Eu não fujo à regra, sou então a mais comum: tive vários, dos 9 aos 15 anos. No meu 1º querido diário (ganhei de uma professora da 3ª série no dia das crianças) tinha tudo sobre meu "primeiro amor platônico": Leonardo.
Ainda guardo esse diário, como todos os outros, mas ele é mais especial, não o amor, o DIÁRIO!
Com uma letra de quem não sabia muito e queria tudo , eu escrevia o título centralizado: "Meu querido diário". Pulava uma linha e escrevia de forma corrida que havia encontrado, então, o Leonardo no corredor, na rua, no bebedouro e que ele me amava muito e era recíproco (claro que "recíproco" não está no diário).
Enfim, eu pouco sei desse tal fulano. Mas a lembrança desse meu 1º diário veio me trazer à mente, ou tentar, fazer-me lembrar em que momento da vida eu me desinteressei de escrever assim, uma coisa boba, para o meu querido diário.
Coisa que ninguém pudesse ler, coisas que eu não conversaria sozinha na frente do espelho, coisas que não fazem rima, são assim hoje e agora, coisas que eu não apagaria do diário, da folha ou duma página, coisas que o coração não apaga mas a mente esquece.
Eu não quero apagar, eu só quero escrever corrido ... e não me envergonhar, e contar todos os detalhes, e anos depois ler e perceber que era pequena, mas os sentimentos eram nobres e o amor sempre a razão ... A razão do aqui e do agora!
Do futuro nada sei, não escrevi e nem posso...
Meninas pequenas, todas que conheci, tinham seu pequeno diário, a quem chamavam de "querido". Eu não fujo à regra, sou então a mais comum: tive vários, dos 9 aos 15 anos. No meu 1º querido diário (ganhei de uma professora da 3ª série no dia das crianças) tinha tudo sobre meu "primeiro amor platônico": Leonardo.
Ainda guardo esse diário, como todos os outros, mas ele é mais especial, não o amor, o DIÁRIO!
Com uma letra de quem não sabia muito e queria tudo , eu escrevia o título centralizado: "Meu querido diário". Pulava uma linha e escrevia de forma corrida que havia encontrado, então, o Leonardo no corredor, na rua, no bebedouro e que ele me amava muito e era recíproco (claro que "recíproco" não está no diário).
Enfim, eu pouco sei desse tal fulano. Mas a lembrança desse meu 1º diário veio me trazer à mente, ou tentar, fazer-me lembrar em que momento da vida eu me desinteressei de escrever assim, uma coisa boba, para o meu querido diário.
Coisa que ninguém pudesse ler, coisas que eu não conversaria sozinha na frente do espelho, coisas que não fazem rima, são assim hoje e agora, coisas que eu não apagaria do diário, da folha ou duma página, coisas que o coração não apaga mas a mente esquece.
Eu não quero apagar, eu só quero escrever corrido ... e não me envergonhar, e contar todos os detalhes, e anos depois ler e perceber que era pequena, mas os sentimentos eram nobres e o amor sempre a razão ... A razão do aqui e do agora!
Do futuro nada sei, não escrevi e nem posso...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
CINZA
To meio assim, meio Lispector.
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada"
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada"
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