"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

predestinada

Eu? Só posso ter sido predestinação, mas não sei se acredito ...

O primeiro dente aos 3 meses, os primeiros passos aos 11 meses, as primeiras palavras com um ano e (...), a gestação de minha mãe, tão cedo! Mas sinto que ainda hoje essa predestinação da pressa acompanha-me. E eu corro, não percebo, mas tenho pressa, em tudo, e não justifico, aliás, passo a culpa: isso foi de berço!

Por isso não me culpo quando sou tão saudosista, é mais outra predestinação: a primeira saudade foi de minha mãe com pouco mais de um mês, e em seguida de meu pai, com pouco mais de um ano, e passou-se tanto tempo, senti falta de minha avó, e meu avô, e fui sentindo, e nem sei quando foi que eu chorei: se com um mês por saudade de minha mãe ou se foi hoje com saudade de ir além!

Então assim predestinada eu vou seguindo, atenta a tudo que me persegue porque não sei se sou ainda eu ou se aquela criança de ventre, que age e diz "eu quero tudo" que para e sente as dores do mundo ...

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