Foi naquele dia frio que optou em estar ligeiramente só, ligeiramente sentida, ligeiramente nostálgica e intensamente conformada.
Optou em não se enxergar no espelho com medo de um estranho envelhecimento e, não quis um banho quente, nem frio, nem banho, não quis deixar o edredom.
Naquele dia nevado sem neve, ouviu o pulsar de todos os músculos e de poucos órgãos. Sentiu a dor de ter crescido, a pena de tanto devanear e a loucura de nunca entender. Ah, naquele dia tão oculto, ouviu a música da alma, o tilintar de todas as dores e desejou saber viver.
Levantou-se, mediu-se e riu:
- Acho que ainda não sei viver!
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