Vive em mim um Silêncio não-mudo, meus olhos O veem, há intensa vida, todo profundo. Não o ouço quando há barulho, movimentos ou sussurros; Ele só chega quando emudeço, eu só O vejo quando me desnudo.
Eu O vejo em diversas vidas indiferentes, em paisagens desprezadas, nas confusões de minha mente. Não O sinto quando Ele torna-se teoria infinita, homem absoluto, teologia classificadora ou quando é apenas objeto de estudo. Ele só chega quando não há nada, eu só O vejo quando perco tudo.
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