O último dia do mundo, hoje. Tudo devidamente acentuado, fora de ordem, eu sei, consumindo-me de dentro para fora, dessa agonia sem palavras, perturbância desmedida, desse choro não mais seguro,chovido e dessa mágoa não mais gritada, reprimida.
Hoje não sorrirei nem aos bons, o meu pesar, só hoje. Qualquer palavra soa de chuva, os mais simples gestos soam de dor e não me acho. Como chama-se mesmo aquela coisinha de sangue, a menorzinha? A pressão é menor, a velocidade e todo o resto ... CAPILAR! E quando lembro uma alegria, e se esqueço, perco-me, por algo assim, pequeno como eu.
Um não saber do futuro, todos os desejos incertos, toda essa dormência medonha e perco-me, novamente, em palavras, em pensamentos, em desejos e não me encontro. E essas manchas nas unhas, e essa pele que tanto enfada-me. Que dores bobas, que medos tolos, todas as bobagens que hoje me matam!
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