As palavras aparecem munidas de espadas
em qualquer pensamento branco
em qualquer momento sem Lua
em qualquer ambiente festivo
Aparecem tortas e adulteradas
E tira-nos a serenidade da face
A gargalhada muda cotidiana
O riso de canto de boca que agrada sem carecer muito
E traz a nós umas lágrimas implícitas
Um desassossego íntimo e peculiar
Expõe um grito que sempre deu voltas em nossas cabeças
Derrubam os muros que permitiam a fé no SIM
Esgana a alegria que ainda vivia a rodear-me:
- Ah, mas ainda assim sou amada!
E foram palavras que tiraram meus pés do chão
Daquele jeito pouco sério, pouco amigo, pouco coração
Da minha carência e deprimência de sentir-me sempre na contra mão
Palavras ...
levaram ontem minha velha ilusão, aquele velho espírito de falso-amor.
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