"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

fim do mundo

O cinza dos meus olhos só soube ser ofuscado pelo brilho da Avenida. Enquanto uma massa sorria, a outra morria. Morria de tédio, morria de medo e morria de fome. E eu? Eu piscava os olhos cinzas para ver se iluminava - não iluminou.
Andei desatenta para não ter certeza do medo intenso que me tomava inteira: destruímos nossa história com hipocrisia!

Foi então que, ao atravessar a Avenida, lembrei-me que hoje seria o dia do fim do mundo, mas o fim não aconteceu. Minha tristeza toda cinza quis que eu acabasse sozinha, sem o mundo, sem nada, apenas para não mais enxergar todo o cinza natural do mundo que cobre e contrasta com tantas luzes natalinas, cuja única função é desfocar todos os olhos da realidade e colocá-los numa luminosidade mentirosa: o mundo deveria ter acabado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário