"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quero um amor compassado, mas sem ensaio.
Um arrebatador de sentidos,
lógicas e perspectivas.
Aquele, que dizem ser o responsável
pelo perdão de nossos pecados

Aquele próximo, atento e cuidadoso
Um acalentador de desalentos
Quero um amor que fique, mas sem tristeza
Que não tenha hora, não seja momento
... que sorri, encanta
E dizem ser o responsável
pelo valer de dias curtos e sem preparo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

quase 2011, quase!

Primeiro dia que 2011 deu as caras, e eu gostei. Gostei da simplicidade, da falta de pressa, da companhia amiga de anos, do menino que deixaria acompanhar-me todos os dias, da luz, da limpeza e do sono. Gostei de tudo, só não da chuva, que atingiu o mundo...
E a liberdade será a canção do meu coração!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

... além disso não queria ser íntima de ninguém: dos amigos, dos pais e do moço! Não queria para não passar em algum segundo uma palavra despercebida, um gesto sem nenhuma intenção e descuidados. Não queria esquecer-se das pequenas vergonhas, de um falar doce, repleto de agrado e carinho e cuidado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

janeiro 2010

O ano ainda não começou. Considero-me oficialmente em 2010: ainda não abri as cortinas novas e não vesti o branco de 2011. Eu não tenho respostas de sonhos e em minhas mãos palpitam incógnitas tão grandes que sinceramente não mudei de ano, ainda!

Ah, eu espero um ano DOCE e vou montar meu arsenal de sim e não, pois ambos me dão grandes alternativas e eu não temo - não hoje, pelo menos ...

Não espero envelhecer, não espero frustar-me e não espero decepcionar, espero uma continuação amiga, concretização gratificante e aquela graça suprema, aquele saber humilde que tanto admirou-me (...)

Espero coração, canção, o céu, o além, o sonho e o chão ... para não perder-me nesses desejos tão meus, tão humanos e tão altos!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

... Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.

- Vinicius de Moraes

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

olhinhos

Foi hoje que os olhinhos pareciam procurar
Um pouquinho só de afeto
Um meio sorriso tímido
Uma meia lua certa
Um punhado de cuidado
Ser luz, ser pecado
Um tom calmo
Quieto
Ambíguo
Exagerado ...
São esses olhos,
todos dela,
procurando todo dia
a fresta de som e cores
O sempre, o tudo
Os outros olhinhos
(...)
Os dissabores.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

predestinada

Eu? Só posso ter sido predestinação, mas não sei se acredito ...

O primeiro dente aos 3 meses, os primeiros passos aos 11 meses, as primeiras palavras com um ano e (...), a gestação de minha mãe, tão cedo! Mas sinto que ainda hoje essa predestinação da pressa acompanha-me. E eu corro, não percebo, mas tenho pressa, em tudo, e não justifico, aliás, passo a culpa: isso foi de berço!

Por isso não me culpo quando sou tão saudosista, é mais outra predestinação: a primeira saudade foi de minha mãe com pouco mais de um mês, e em seguida de meu pai, com pouco mais de um ano, e passou-se tanto tempo, senti falta de minha avó, e meu avô, e fui sentindo, e nem sei quando foi que eu chorei: se com um mês por saudade de minha mãe ou se foi hoje com saudade de ir além!

Então assim predestinada eu vou seguindo, atenta a tudo que me persegue porque não sei se sou ainda eu ou se aquela criança de ventre, que age e diz "eu quero tudo" que para e sente as dores do mundo ...

sábado, 18 de dezembro de 2010

partiu

Encarei a todos eles de perto, e senti-me pequena ao sentir palpitar dentro de mim o mesmo sentimento de amor-piedade que tive por todos os Capitães, pois sim, seriam eles os Capitães, não da areia, do bairro. Seriam todos destinados à vida pobre, excluídos de nascimento por mães que, como a dele, soube dar amor e carinho mas, quem sabe, tanto lhe faltou em sonhos.

Seria aquele, o Pedro Bala, astuto e carinhoso, acalentando o chorador, sentido, arrependido e por que não vingador do pobre amigo? Aquele, que aos 18 anos, tão cedo, não vivido, deixou lições ou ódios, de mudanças ou vinganças, eternas, como na coroa, no coração de quem ele ainda vive.

Senti-me pequena, e ainda sinto, e tão mimada, excluída dos Boas Noites, dos assovios inocentes ou maldosos que tiram-me o sangue da face e sinto-me agora, aqui, ainda, a dor de todos os excluídos, deles, tão jovens, chorosos, tristes fadados por desatino àquela vida sem destino (...)

Morreu, aos 18 anos, Fernando, o filho de uma boa mãe, teimoso, excluído - por opção, ou não, culpado, em breve um memorando eterno.