Era Maria e sorria
Ligava, cantava e sorria
Todos os dias
E ao pensar em Maria é o que vem a mente:
Maria sorria todo dia!
Entrava em casa e saía
E pedia para ver as fotos do moço
E novamente sorria
Sorrir era a lei de Maria
Mas naquele dia, sentiu dores Maria
E só então não sorria
Nem cantava, nem entrava e nem saía
Apenas deitada dizia:
Não sei se vivo além disso
E Maria se entregando só sentia
E Maria deitou pouco,
menos de 20 dias
E no principio seus lábios ainda mexiam
Suas mãos apertavam e os olhos diziam
Que não sobreviveria Maria
E domingo assim, de repente,
Como nascem e morrem os dias
No hospital, partiu Maria,
E eu aqui, como criança, não consigo fazer-me entender:
Como não mais entrará, nem sairá,
Nem será amiga, nem sorrirá
Nem falará daquele jeito, que só ela sabia
- Morreu sozinha, Maria
E não mais a verei, nem aqui, nem lá
Pois morreu como morrem os dias
E não mais brilhará
Maria.
10/04/2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
vinte.
Claro que nem sempre a vida será assim, tão doce. Mas, eu desejo a mim, com todo meu amor, que nos dias em que a doçura esconder-se, eu consiga lembrar-me deste sentido, que hoje está comigo, dentro e tão vivo. Desejo a mim, como desejaria a um amigo, pois vale o amar ao próximo como a ti mesmo, que minhas escolhas sejam sempre sensatas, que eu não esqueça o motivo da minha existência e nem nos piores momentos eu esqueça que a vida é sempre, sim, a mais bela poesia. Se um dia faltar algo , e pode faltar, que eu tenha sempre este amor vivo dentro de mim. Desejo, por fim, que eu possa sempre dizer com alegria: "Hoje foi o melhor dia da minha vida" e não me faltem sorrisos, nem sonhos, nem graça. Desejo a mim, desejo de verdade. 20 anos.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Se eu conseguisse escrever para amenizar a dor, como fazem os bons, escreveria até o próximo resultado ... por 20 e poucos dias quase esqueci o aperto que dá no coração quando ele infla de uma certeza incerta, atola em suposições e tenta não apavorar-se, como apavorou-se agora. Deixei de gostar da beleza de "ver o futuro vestido como um estranho". Parei de tremer, por enquanto.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
voa, tempo.
Espero que o tempo voe, só estes dias, pra acabar com essa minha aflição e deixe-me escolher aqui ou lá, e deixe-me ser escolhida pra passar ou pra durar ... Espero os dois, sem despejar o coração.
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