Temos tudo, inclusive o mexer de pernas
Temos felicidade e angústia,
Esperança e busca
Temos o sim e também o não,
Temos mais de mil músicas...
e um "um" que é para nunca fechar o ciclo.
Temos distância, questionamentos e medos.
Tenho lembrança, saudade
... e o seu sorriso!
sábado, 22 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
[...] muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono, finjo que alguém está me dando a mão e então eu vou, vou para a enorme ausência de forma que é o sono. E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho. [...] Ir para o sono se parece tanto com o modo como agora tenho de ir para a minha liberdade.
PSGH
PSGH
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Interior
Não pode ser com as minhas mãos, eu não prevejo.
Se a saudade queima e os olhos enchem, não pode ser apenas mãos, olhares e abraços.
Sorrisos.
Pode ser o que não escolho, pode ser em outro tempo...
Está ficando difícil, culpa do tempo, eu não entendo.
Se a saudade queima e os olhos enchem, não pode ser apenas mãos, olhares e abraços.
Sorrisos.
Pode ser o que não escolho, pode ser em outro tempo...
Está ficando difícil, culpa do tempo, eu não entendo.
sábado, 1 de setembro de 2012
tudo
Todas as letras armadas não descrevem tanto pesar. Não sei de fato quando a dúvida tornou-se vida, não sei se vida. Vida ou morte, é existência.
Então paro e pergunto-me: se a transcendência esgota-se em mim, por que perguntar tanto? Não eu, o tudo de dentro. O de fora até incomoda, mas o de dentro é que não me deixa dormir; o de dentro é que chora sozinho; o de dentro não entende futuro e passado, é pontual.
O tudo de dentro é tão grande pensador que não é nada: é dor solta, inventada, criada. É toda minha, todo o eu, quebrada.
Então paro e pergunto-me: se a transcendência esgota-se em mim, por que perguntar tanto? Não eu, o tudo de dentro. O de fora até incomoda, mas o de dentro é que não me deixa dormir; o de dentro é que chora sozinho; o de dentro não entende futuro e passado, é pontual.
O tudo de dentro é tão grande pensador que não é nada: é dor solta, inventada, criada. É toda minha, todo o eu, quebrada.
viva ou morta
A vida não vale a pena
Pequena
Intransigente
Saudosa
A vida não vale a pena
Fingida
Desesperada
Mentirosa
A vida não vale a pena
Escura
Duvidosa
Morta.
Pequena
Intransigente
Saudosa
A vida não vale a pena
Fingida
Desesperada
Mentirosa
A vida não vale a pena
Escura
Duvidosa
Morta.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Humano-lixo
Hoje olhei a cidade e senti ânsia. Ânsia forte, de vômito na boca. Embrulhou o estômago, engoli verdade e senti pânico (do antigo) da vida, do ser, disso que gostamos: nos enganar que vivemos e, na verdade, morrer.
Do meu lado, pessoas felizes gritavam por revolução: votem, votem, comprem, bebam, creiam!
Do outro lado, uma pessoa que não significa mais que um cachorro ou qualquer outro bicho que fuça lixo, fuçava a lixeira da Avenida mais visitada da grande cidade.
Alguém pode me dizer se dá pra viver sem pânico? Tenho pânico, horror, tenho tristeza e sofro desse quadro clínico depressivo que não passará enquanto existir humano-lixo e bicho-sub-lixo.
Do meu lado, pessoas felizes gritavam por revolução: votem, votem, comprem, bebam, creiam!
Do outro lado, uma pessoa que não significa mais que um cachorro ou qualquer outro bicho que fuça lixo, fuçava a lixeira da Avenida mais visitada da grande cidade.
Alguém pode me dizer se dá pra viver sem pânico? Tenho pânico, horror, tenho tristeza e sofro desse quadro clínico depressivo que não passará enquanto existir humano-lixo e bicho-sub-lixo.
sábado, 11 de agosto de 2012
liberdade
Eu queria ser livre. Experimentar a maravilha do não-tempo. Eu queria logo!
Um medo desesperado do combate que é viver atormenta-me toda hora: conseguir, vencer, viver, crer, criar, amar, sorrir, correr ... é muita coisa, dá medo.
E é tão fácil para tantas pessoas. Acordar correndo todos os dias e dormir fadigado todas as noites soam com naturalidade, é rotina. Pois para mim é sofrimento, meus ossos doem e meus olhos umedecem, então eu lembro das delícias do não-tempo, do vulgarizado morrer, das belezas do Eterno, e penso: Deus, me tira daqui, eu quero viver aí! Penso isso sem pecado, sem tristeza, sem pesar; Almejo com ansiedade o Grande Dia: não me canso de esperar.
Um medo desesperado do combate que é viver atormenta-me toda hora: conseguir, vencer, viver, crer, criar, amar, sorrir, correr ... é muita coisa, dá medo.
E é tão fácil para tantas pessoas. Acordar correndo todos os dias e dormir fadigado todas as noites soam com naturalidade, é rotina. Pois para mim é sofrimento, meus ossos doem e meus olhos umedecem, então eu lembro das delícias do não-tempo, do vulgarizado morrer, das belezas do Eterno, e penso: Deus, me tira daqui, eu quero viver aí! Penso isso sem pecado, sem tristeza, sem pesar; Almejo com ansiedade o Grande Dia: não me canso de esperar.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Vazio completo
Ter o coração vazio é grandioso.
Não sofro de presença, não forço palavra morna, não seleciono sorriso. Qualquer coisa serve, qualquer olhar é confidente, qualquer mão é forte, qualquer ombro é alento. E alento pode partir ... ou ficar, sei lá: o vazio de mim comove.
Não sofro de presença, não forço palavra morna, não seleciono sorriso. Qualquer coisa serve, qualquer olhar é confidente, qualquer mão é forte, qualquer ombro é alento. E alento pode partir ... ou ficar, sei lá: o vazio de mim comove.
Tempo, pare.
Tenho corrido tão afoita que até esqueço de lembrar de história e depois sonhar bonito. Até tem história , comprida e inventada, e tem sonho, mas esqueço tudo. O tempo devora cada segundo da minha importância, torna-me irrelevante, sem saudade, sem nada.
Brigo contra ele, mas sinto-me atrasada: ele sempre me passa, ele sempre me ganha, ele sempre me mata.
Brigo contra ele, mas sinto-me atrasada: ele sempre me passa, ele sempre me ganha, ele sempre me mata.
Assinar:
Postagens (Atom)
