É que eu penso para dentro e falo para dentro e casualmente eu choro, para dentro, e o fora pouco tem a ver com tudo isso.
E torno-me novamente preocupada com as coisas de dentro e os desejos de dentro e as lágrimas de dentro, porque o fora muito vive e pouco sente.
Motiva-me muito sentir o de dentro, olhar de dentro e tocar ... para dentro, porque o fora consume os ossos e pouco sente, e muito fala.
Já fiz chorar, já fiz correr, já fiz sentir. Já fiz o fora e poucas vezes o dentro, e pouco e vago eu me recordo de alegrias pasmas que de fora nasceram!
Mas eu muito falo e pouco sinto,
eu pouco faço, eu pouco vivo,
Eu quero o de dentro mas erro muito!
Eu penso o certo mas me confundo ...
Estou só fora, quero só o de dentro!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
É.
"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."
-Charles Bukowski
-Charles Bukowski
segunda-feira, 3 de maio de 2010
V
de vazio.
Vazia de dentro para fora e o inverso. Vazia em todos os ângulos e pensamento.
Não lembro o segundo que me esvaziei e deixei-me vazia de mim.
Esvaziar-me poderia ser magnífico, mas esqueci de preencher-me novamente.
Vazia, vazia, dá eco, mas não há nenhuma voz, não aqui!
Vazia de dentro para fora e o inverso. Vazia em todos os ângulos e pensamento.
Não lembro o segundo que me esvaziei e deixei-me vazia de mim.
Esvaziar-me poderia ser magnífico, mas esqueci de preencher-me novamente.
Vazia, vazia, dá eco, mas não há nenhuma voz, não aqui!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010

"Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja."
Clarice Lispector
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Saudade

"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
(...)
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu"
Chico Buarque - Eu te amo
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