"E o tempo se vai, mas algo eu sempre guardarei: o Teu amor que um dia eu encontrei!"

terça-feira, 9 de outubro de 2012

paradoxo

Sou do tipo humano que ri até chorar. Isso causa desconfiança.
Rir até chorar é como amar até odiar, criar até matar, ser até não ser, pensar até emburrecer e todos os outros paradoxos presentes no mundo.
Admiro demais o sim que é não, o lixo que é importante, o importante que pode ser lixo e a Transcendência que manifesta-se fortemente na imanência.
Desconfio que eu seja paradoxalmente intrigante: nordestina que é paulistana, mulher que não é feminina e atribulada fortemente esperançosa.
... Eu precisava falar de dicotomia, paradoxo e duplicidade, pois vivo no tempo e não sou do tempo. Esse paradoxo me move e só por ele eu posso rir até chorar, ser até não ser ou não ser aqui para ser LÁ, pensar até emburrecer (pois meu pensamento é ciência burra), ter tudo até ter nada e ter nada até ter tudo. E tudo é amor e amor é tudo: tudo no limite é nada. Isso explica amar até odiar.

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