Estou com tanto medo de viver, de ver a vida de frente, de encarar o mundo desabando, que só tenho dois sentimentos intensos: medo mesmo e saudade.
Medo pois não sei dar outro nome. Medo de, como agora, ter sempre certeza da minha incapacidade frente à dor do mundo, frente à fome, frente ao abandono. Esse medo faz-me questionar: Por quê, Deus? E então eu imagino Deus perguntando-me de volta: Por quê pensas que é minha culpa? ... E logo imagino um Cristo menino, encarnado, transcendência pura em corpo, e tenho certeza que também não pode ser culpa dEle: Ele já chorou em vida!
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