Não quero compactuar pequenez.
Não espero pela estupidez comum deste mundo.
Não entendo metade de tudo que presencio.
"Não" é uma das palavras que mais invoco, mais do que todas as boas que eu poderia agarrar-me. Há dias que é o "não" que me salva do mundo e de tudo que eu poderia ser em mim mesma.
É o "não" que dou à morte da vida plena, o "não" que desejo ao ver a quantidade de mediocridade que há dentro e ao redor de tanta gente cuja lei é ser livre de tudo.
Eu digo não e só assim posso tentar continuar:
eu não espero pelo senhor deste mundo,
eu não quero morrer no tempo.
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