Qualquer um, porém novo.
Uma história diferente, nem que eu lesse 3 páginas e adormecesse.
Hoje, eu queria esquecer o mundo, o meu, o tempo, o ar, o frio e inventar um algo novo.
Hoje eu queria não ter ninguém, estar bem longe e enxergar-me.
Quem sabe talvez perceber quem é que eu sou.
Mas hoje eu não tenho um livro e falta-me então criatividade para criar um novo ar. Hoje, eu não quero inventar problema, hoje eu só quero descansar.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A um ausente
(...)
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança
- CARLOS DRUMOND
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança
- CARLOS DRUMOND
sábado, 12 de junho de 2010
"Querido diário"
... porque eu vivo nesse século digital.
Meninas pequenas, todas que conheci, tinham seu pequeno diário, a quem chamavam de "querido". Eu não fujo à regra, sou então a mais comum: tive vários, dos 9 aos 15 anos. No meu 1º querido diário (ganhei de uma professora da 3ª série no dia das crianças) tinha tudo sobre meu "primeiro amor platônico": Leonardo.
Ainda guardo esse diário, como todos os outros, mas ele é mais especial, não o amor, o DIÁRIO!
Com uma letra de quem não sabia muito e queria tudo , eu escrevia o título centralizado: "Meu querido diário". Pulava uma linha e escrevia de forma corrida que havia encontrado, então, o Leonardo no corredor, na rua, no bebedouro e que ele me amava muito e era recíproco (claro que "recíproco" não está no diário).
Enfim, eu pouco sei desse tal fulano. Mas a lembrança desse meu 1º diário veio me trazer à mente, ou tentar, fazer-me lembrar em que momento da vida eu me desinteressei de escrever assim, uma coisa boba, para o meu querido diário.
Coisa que ninguém pudesse ler, coisas que eu não conversaria sozinha na frente do espelho, coisas que não fazem rima, são assim hoje e agora, coisas que eu não apagaria do diário, da folha ou duma página, coisas que o coração não apaga mas a mente esquece.
Eu não quero apagar, eu só quero escrever corrido ... e não me envergonhar, e contar todos os detalhes, e anos depois ler e perceber que era pequena, mas os sentimentos eram nobres e o amor sempre a razão ... A razão do aqui e do agora!
Do futuro nada sei, não escrevi e nem posso...
Meninas pequenas, todas que conheci, tinham seu pequeno diário, a quem chamavam de "querido". Eu não fujo à regra, sou então a mais comum: tive vários, dos 9 aos 15 anos. No meu 1º querido diário (ganhei de uma professora da 3ª série no dia das crianças) tinha tudo sobre meu "primeiro amor platônico": Leonardo.
Ainda guardo esse diário, como todos os outros, mas ele é mais especial, não o amor, o DIÁRIO!
Com uma letra de quem não sabia muito e queria tudo , eu escrevia o título centralizado: "Meu querido diário". Pulava uma linha e escrevia de forma corrida que havia encontrado, então, o Leonardo no corredor, na rua, no bebedouro e que ele me amava muito e era recíproco (claro que "recíproco" não está no diário).
Enfim, eu pouco sei desse tal fulano. Mas a lembrança desse meu 1º diário veio me trazer à mente, ou tentar, fazer-me lembrar em que momento da vida eu me desinteressei de escrever assim, uma coisa boba, para o meu querido diário.
Coisa que ninguém pudesse ler, coisas que eu não conversaria sozinha na frente do espelho, coisas que não fazem rima, são assim hoje e agora, coisas que eu não apagaria do diário, da folha ou duma página, coisas que o coração não apaga mas a mente esquece.
Eu não quero apagar, eu só quero escrever corrido ... e não me envergonhar, e contar todos os detalhes, e anos depois ler e perceber que era pequena, mas os sentimentos eram nobres e o amor sempre a razão ... A razão do aqui e do agora!
Do futuro nada sei, não escrevi e nem posso...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
CINZA
To meio assim, meio Lispector.
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada"
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada"
segunda-feira, 31 de maio de 2010
P/ dentro
É que eu penso para dentro e falo para dentro e casualmente eu choro, para dentro, e o fora pouco tem a ver com tudo isso.
E torno-me novamente preocupada com as coisas de dentro e os desejos de dentro e as lágrimas de dentro, porque o fora muito vive e pouco sente.
Motiva-me muito sentir o de dentro, olhar de dentro e tocar ... para dentro, porque o fora consume os ossos e pouco sente, e muito fala.
Já fiz chorar, já fiz correr, já fiz sentir. Já fiz o fora e poucas vezes o dentro, e pouco e vago eu me recordo de alegrias pasmas que de fora nasceram!
Mas eu muito falo e pouco sinto,
eu pouco faço, eu pouco vivo,
Eu quero o de dentro mas erro muito!
Eu penso o certo mas me confundo ...
Estou só fora, quero só o de dentro!
E torno-me novamente preocupada com as coisas de dentro e os desejos de dentro e as lágrimas de dentro, porque o fora muito vive e pouco sente.
Motiva-me muito sentir o de dentro, olhar de dentro e tocar ... para dentro, porque o fora consume os ossos e pouco sente, e muito fala.
Já fiz chorar, já fiz correr, já fiz sentir. Já fiz o fora e poucas vezes o dentro, e pouco e vago eu me recordo de alegrias pasmas que de fora nasceram!
Mas eu muito falo e pouco sinto,
eu pouco faço, eu pouco vivo,
Eu quero o de dentro mas erro muito!
Eu penso o certo mas me confundo ...
Estou só fora, quero só o de dentro!
sábado, 29 de maio de 2010
É.
"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."
-Charles Bukowski
-Charles Bukowski
segunda-feira, 3 de maio de 2010
V
de vazio.
Vazia de dentro para fora e o inverso. Vazia em todos os ângulos e pensamento.
Não lembro o segundo que me esvaziei e deixei-me vazia de mim.
Esvaziar-me poderia ser magnífico, mas esqueci de preencher-me novamente.
Vazia, vazia, dá eco, mas não há nenhuma voz, não aqui!
Vazia de dentro para fora e o inverso. Vazia em todos os ângulos e pensamento.
Não lembro o segundo que me esvaziei e deixei-me vazia de mim.
Esvaziar-me poderia ser magnífico, mas esqueci de preencher-me novamente.
Vazia, vazia, dá eco, mas não há nenhuma voz, não aqui!
Assinar:
Postagens (Atom)

